Beleza é harmonia com a natureza

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Beleza é harmonia com a natureza

“A gente planeja para não cumprir o planejado.” Esse foi apenas um dos ensinamentos que eu trouxe da aldeia Tehuhungu, no Xingu, onde fiquei quatro dias imersas em uma cultura a qual reverencio. Depois dos dias que passei colhendo e descascando mandioca, dormindo em rede, me banhando no rio, dançando e cantando em roda, o meu grande desafio é transpor para minha realidade todos esses aprendizados. E, obviamente, compartilhá-los com vocês. E a roda de conversa que rolou semana passada, foi fundamental neste exercício. 

Cheguei lá com o meu olhar curioso e de aprendiz e fui extremamente bem acolhida por eles. O Parque Indígena do Xingu tem 27 mil quilômetros onde vivem milhares de índios de pelo menos quatorze etnias diferentes.  A aldeia que fiquei é super familiar e conta com 30 pessoas, aproximadamente.

A maior parte deles estava presente na festa do Duhe (peixe), celebração feita para inauguração oficial da oca sagrada dos homens e para nos receber, eu e o Murilo, "film maker" que viajou comigo. Foi para participar dessa celebração que uma menina de seus 15 anos saiu da oca depois de um ano reclusa. Lá, quando as meninas menstruam significa que elas já podem casar e iniciar a vida sexual. Portanto, ficam um tempo sem sair da oca para poder aprender a ser uma dona de casa e uma boa esposa. Os pais determinam este tempo que vai de 1 a até 3 anos.  Já a vida sexual dos rapazes começa depois dos 21 anos e isso não é um problema para os que querem manter a tradição. Um deles me disse: “quero estar totalmente pronto, preciso aprender como me tornar um homem de família.”

Nem todos falavam português. Há, portanto, uma limitação de linguagem. A escola é livre, o ensinamento é livre. Tudo muito baseado na convivência. As pessoas da comunidade têm suas funções. Mulheres plantam e colhem. Os homens caçam e pescam. Crianças ajudam nas tarefas, descascam a mandioca ou cuidam dos irmãos menores.

A relação deles com roupa, como muitos já sabem, é extremamente funcional. Ficam nus a maior parte do tempo. A roupa serve apenas para proteção. Por exemplo, usam quando vão caçar. As crianças ficam peladas o tempo todo. Cheguei até a perguntar: “quando o branco trouxe a roupa ele trouxe a vergonha, o pudor”? Eles não souberam me responder. Percebi que não fazem essa correlação.

Os homens se adornam mais do que as mulheres. O sentido é o de serem percebidos pelos bons espíritos. E ser bonita, tanto para homens quanto para mulheres, é simplesmente estar em harmonia com a natureza. Simples e complexo assim. 

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A simplicidade como verdade

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A simplicidade como verdade

A simplicidade da vida indígena surpreende ao mesmo tempo que faz muito sentido. Eles vivem, contemplam, adoram (no sentido de adoração) e honram a natureza. Comem quando têm fome. Se recolhem quando o sol se põe e se levantam quando o sol nasce. A comida mais comum na aldeia Tehuhungu no Alto Xingú, é tapioca e peixe. Fazem um mingau de tapioca e também usam bastante o pequi em geléia ou óleo.
Participei de um ritual que arranhamos o corpo com dente de peixe e depois passamos um sumo de uma erva como forma de limpeza. Ardeu bastante, fiquei com marcas, mas foi uma experiência única. Os homens fazem isso antes de lutar o huka huka para terem mais vitalidade.
Foi bastante interessante ver o interesse que eles têm, principalmente os mais novos, pela vida na cidade. Ao mesmo tempo que há um forte engajamento em manterem a sua tradição, alguns jovens se arriscam em viver na cidade. Infelizmente alguns acabam sendo discriminados. Ouvi por lá que alguns não querem mais curar suas doenças com as ervas. Preferem tomar remédios. É o embate de sempre: manter a tradição ou seguir as influências dos brancos?
No meu último dia na aldeia, o cacique reuniu todos. Queriam me ouvir, saber o que eu tinha achado, o que eles deveriam melhorar. Pude falar do que senti e dos meus incômodos com a escuta ativa de todos.
Os índios passam o tempo todo se desculpando. Desculpam-se por não falar o português, por não terem isso ou aquilo. Falei o quanto isso mostra uma subserviência desnecessária. Entre outros assuntos, conversamos. Foi um momento mágico, com escuta genuína.
Foram quatro dias sem internet, celular, banho quente. E, por mais incrível que pareça, foram quatro dias de tremenda conexão. Fiz como eles. Me conectei com o que realmente importa: a natureza, a essência, a verdade. E não é assim que a vida deveria ser?

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A BELEZA COMO SER VIVO ...

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A BELEZA COMO SER VIVO ...

“É preciso observar a beleza como um ser vivo que tem peculiaridades e que vai muito além do que podemos ver com os olhos.” - Mariana Iannuzzi


Estou de volta do Xingu em corpo físico, mas minha alma ainda está processando a experiência. Continuando nosso papo sobre beleza, (se quiser ler o outro textoclique aqui) a última semana na aldeia Tehhuhungu no Xingú me fez constatar o quanto estamos nos perdendo dela. Não estou falando da forma como a praticamos e sim da forma como a observamos e a compreendemos. 

Usar a beleza como instrumento pautado em padrões e esteriótipos é reduzi-la. É preciso observar a beleza como um ser vivo que tem peculiaridades e que vai muito além do que podemos ver com os olhos. Perceber a beleza em sua integridade é ampliar nossa perspectiva no sentido de nos aprofundarmos em suas particularidades, sua diversidade e influência. 

Estes últimos dias me trouxeram a certeza de que a beleza extrapola qualquer conceito que tenhamos sobre ela. Para compreendê-la verdadeiramente é preciso deixar de percebê-la de forma simplificada como se a possuíssemos ou não. Ela abrange tudo o que é, tudo o que está e nossas crenças não podem mais ser o parâmetro para definir a sua presença ou ausência. 

É uma reflexão profunda e instigante que, como falei, ainda estou processando. Quero dividir toda a experiência que a vivência com os índios kalapalo me despertaram aqui no ateliê dia 22 de Maio às 19h. Já garanta sua participação  aqui. Vai ser demais!

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Manifesto OFF Fashion #4

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Manifesto OFF Fashion #4

Durante a Fashion Revolution Week, abrimos as portas do ateliê para receber o Off Fashion, promovido pelas queridas Carolina Olyveira, Mariana Bonfanti e Diandra Guimarães. 

Pra quem não sabe, periodicamente, elas realizam esse evento que consiste em rodas de bate-papo sobre novas formas de produzir e de consumir moda.

Eu tive o privilégio de ser a mediadora desta roda cheia de pessoas incríveis e um dos desdobramentos desse encontro foi um manifesto que cocriamos para o mundo que queremos construir e viver daqui a 10 anos, olha só que lindeza: 

"Eu vivo em um mundo onde a mobilização urbana luta para dar poder ao povo

Aqui neste mundo praticamos a Economia Solidária em sua totalidade

Eu vivo em um mundo onde a empatia é regra e escutamos ativamente cada pessoa com respeito a diversidade

Eu vivo em um mundo onde a consciência é o caminho para a pratica de preços justos

Eu vivo em um mundo onde todos tem o mesmo ponto de partida para alcançar seus sonhos e chegarmos aonde quisermos , onde as pessoas se apropriam de si mesmas, conhecem suas capacidades e valores.

Eu vivo em um mundo onde a liberdade de expressão é  uma pratica natural

E a associação do movimento pessoal com o coletivo transforma as relações através das micro revoluções individuais

Eu vivo em um mundo onde compartilhamos histórias e nos unimos para alcançar objetivos comuns

Eu vivo em um mundo onde as relações sao sistêmicas e nao ha sepracao de quem somos e com o que trabalhamos

Aqui o consumimos com presença e devagar

Eu vivo em um mundo onde a responsabilidade para a mudança é minha e não dos outros

Eu vivo num mundo floresta, onde não há separação entre mim e a natureza

Eu vivo em um mundo em comunidade onde resignificamos o valor que damos para as coisas que vivemos e consumimos

Eu vivo em um mundo onde não há diferença entre homens e mulheres, aqui o gênero não é relevante pois as pessoas é que são importantes e não as coisas

Aqui neste mundo a educação é direito de todos nós que somos seres pensantes e que vivemos na horizontalidade, em pé de igualdade independente do referencial. "

Que tal fazer parte desta construção de realidades? Vem com a gente! 

 

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A beleza como função

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A beleza como função

“A verdadeira função que os índios esperam de tudo o que fazem é a beleza. Incidentalmente, suas belas flechas e sua preciosa cerâmica têm valor de utilidade. Mas sua função real, vale dizer, sua forma de contribuir para a harmonia da vida coletiva e para a expressão de sua cultura, é criar beleza” -Domenico de Masi no livro “o Futuro chegou”.

A relação com a beleza na minha vida começou faz tempo, (já falamos sobre isso no vídeo que compartilhei com vocês há uns meses). Me interesso por conhecer o tema em sua profundidade. Tenho curiosidade sobre suas manifestações e como influenciam os sentidos. Um dos lugares aonde isso me encanta e me toca profundamente é nas culturas ancestrais. 

A beleza e a estética sempre estiveram (e permanecem) presentes nos rituais, nos adornos, na forma como tudo é apresentado pelos povos de diversas comunidades. É uma relação absolutamente diferente da que estabelecemos hoje em dia com a beleza. Uma relação muito mais cheia de significados.

Na próxima segunda-feira começo mais um mergulho nesse sentido. Estou embarcando para mais uma experiência grandiosa, desta vez no Xingú. Vou me misturar com eles, entender seus pensamentos, seus rituais, suas vidas e fluir no meio disso tudo para aprender e apreender o máximo que puder.  

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A Revolução na moda já começou...

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A Revolução na moda já começou...

Ontem estive na Sp Arte e fiquei encantada como a roupa tem ganhado outros espaços. Como na obra contemporânea Senza Titolo 92', do italiano Michelangelo Pistoletto, influente na arte povera que mostra a transformação de nós através das roupas e do espelho.

A Melissa também estava lá e criou uma galeria com artistas da periferia, uma delas, o MPIF que trás o empoderamento da mulher negra como manifesto e inspiração. 

A verdade é que a revolução na moda já começou faz tempo. Um dos movimentos que lideram esta transformação é o Fashion Revolution, que nasceu depois que o mundo parou para refletir sobre a cadeia produtiva após a queda do complexo Rana Plaza em Daka, Bangladesh, em 2013 que deixou milhares de pessoas feridas e mortes. O local abrigava diversas fábricas com condições precárias de trabalho.

O Fashion Revolution é um movimento global com o propósito de criar um ambiente mais acolhedor e com valores similares tanto para as pessoas quanto para o ambiente de trabalho.

Entre os dias 24 e 30 de Abril rola a Fashion Revolution Week, uma semana cheia de atividades em vários lugares do mundo, relacionadas com a sustentabilidade e um olhar consciente para o consumo. O Ateliê, como parceiro oficial aqui em São Paulo, montou uma agenda especial com atividades incríveis que abrem espaço para novas reflexões, para a diversidade e que, principalmente, comprovam que a revolução já começou.

Olha só quanta coisa bacana: 

24/04 - Oficina Conserte o seu sapato com a Rabble Shoes - Das 19 às 22h

25/04 - OFF Fashion: Quem fez minhas roupas? - Das 19 às 22h

27/04 - Sustentabilidade e Tecnologia juntos para o futuro da Moda - Das 19 às 22h

30/04 - A energia dos cristais - Faça o seu amuleto - Das 15 às 18h

 

Além disso estarei em algumas atividades externas levando a estiloterapia para o mundo! 

26/04 - Moda Inclusiva e função social da Moda - Das 14 às 17h

29/04 - Mariana Iannuzzi no espaço Rede e Talk lá no Unibes

Já se organiza e vem participar desta revolução com a gente! A agenda com as informações completas do que vai rolar por aqui você acessa aqui ó.  E a programação global é esta aqui

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ECOS DA SEMANA DA MODA

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ECOS DA SEMANA DA MODA

AS REFLEXÕES CONTINUAM...

Contei na minha última newsletter que fiquei bastante surpresa com as ações e discussões (mesmo que de corredor) que procuravam debater a indústria da moda durante o SPFW. O Projeto Estufa, iniciativa do SPFW, C&A e IN-MOD, foi a grande sacada. Saí de lá com vários insights e novos questionamentos. Os velhos seguem aqui comigo também. :)

Mas o mais bacana foi ver que a repercussão desses debates seguiu reverberando. Bacana notar a quantidade de matérias e até vídeos tocando no assunto sob esse ponto de vista da crítica e das propostas de novos caminhos. 

Selecionei para vocês alguns dos meus achados. E você, viu algo de bacana também? Me conta, me manda o link, me dá a dica?

  • Humor e crítica andam lado a lado. E quando o canal Porta dos Fundos dá uma paulada dessas é porque não podemos mais fingir que nada está acontecendo. Confira este episódio!
  • Os excessos de consumo e os danos que a moda causa ao meio ambiente foram parar no SPFW que pararam na Trip. Várias matéria. Olha aqui .
  • 7 perguntas que fazem a diferença na jornada da Reserva e trouxeram a marca de volta para esta edição do SPFW. Quer saber quais foram? Confere aqui! 

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MINHA ESTRÉIA NO SPFW N43

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MINHA ESTRÉIA NO SPFW N43

Confesso que o São Paulo Fashion Week não despertava boas coisas aqui dentro. Questionamentos sobre o universo da moda, sobre as pessoas que fazem parte dele e sobre as práticas do mercado me visitavam com frequência. E isso ainda acontece.
 
Fui a edição n43 e sim, felizmente a moda está mudando e construindo uma nova realidade. Ufa!
 
O Projeto Estufa, parceria do SPFW, C&A e IN-MOD, comprovou. O espaço promoveu uma agenda de atividades com temas que discutem o novo rumo da moda. Fui lá conferir de perto e e falei sobre como a estiloterapia é um processo de resistência dentro da moda (você confere aqui o vídeo).
 
 E eu amei! 
 
Falou-se sobre os novos comportamentos e mercados, sobre a importância de se construir o  futuro no presente, sobre as estratégias e desafios encaradas pela C&A para produzir e  vender uma moda sustentável, sobre a nova economia pela visão 4D da Fluxonomia e sobre como a tecnologia está cada vez mais presente na moda. Tudo foi compartilhado em detalhe. 
 
Ainda no Projeto Estufa os desfiles da Helen Rodel, do Vale da Sedada Beira e  XXXX e trouxeram mais leveza em sua estética e traduzem um estilo de vida mais consciente e orgânico.  
 
Além disso, rolaram vários debates bacanas no Lab montado pela TNT . As queridas da Jouer Couture, Marina do Moda Limpa e  Mari Pelli do Roupa Livre , fizeram parte deles e eu adorei assistir. 

Também gostei do debate sobre apropriação cultural na beleza promovido pela Natura, que abordou o tema com bastante fundamento.  
 
E para fechar esta semana lotada de coisas bacanas, estive no Rebobine pfvr – um festival para repensar roupas e afins apresentando a iniciativa do ateliê, conhecendo mais projetos que estão fazendo diferente e tornando a moda mais real, justa e afetiva.   
A verdade é que o universo de todos os eventos inspira muitas reflexões, abre portas para repensarmos e oportunidades para todos que quiserem participarem desta nova construção. Eu estou nessa! Se você quer fazer parte, vem bater um papo por aqui e vamos junt@s!

 

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Expressar é abrir mão.

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Expressar é abrir mão.

Semana passada tivemos uma programação especial destinada a mulher aqui no ateliê. Foi intenso e transformador. Na quarta feira, foi o lançamento oficial do ateliê no Sobre Asas: Um manifesto para ser, com a minha performance e a exposição da artista Gil Bastos.   

Quando decidi fazer a performance, onde contei a minha história de relação com a beleza e sexualidade, fui tomada por uma certeza enorme, daquelas que acontecem quando você se conecta com algo maior, sabe? Não tive dúvidas.

O que eu não sabia era o que executar aquilo ia me trazer.

A sala estava a meia luz. Um voil furta cor onde eram projetadas frases inspiradoras, revelava só os contornos do meu corpo, que se desnudou, não só das roupas como também do peso que aquela velha narrativa de dor me trazia.

Eu queria me sentir livre e me senti. Queria apreciar aquele momento e consegui. Queria ter pessoas especiais ao meu redor e lá estavam elas.  

O que eu só me dei conta depois é o quanto aquilo foi real e mágico ao mesmo tempo. Pude reviver a minha história sob uma perspectiva nunca antes navegada… me senti em mar aberto, intensa, fluida, potente e completa diante de uma imensidão que vai se revelar a seguir.  
Foi realmente um momento de manifestar e simplesmente ser.

Afinal, expressar é abrir mão do que já é sabido, é dar espaço para receber o inesperado, é se permitir afetar o outro e ser afetado pela percepção que vem de volta.

Estou pronta.

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A tendência é ser você!

A tendência é ser você!

O Moda sem Crise é um projeto muito bacana que une conteúdo jornalístico sobre a moda e o mundo contemporâneo. O site apoia idéias e projetos de novos talentos de negócios de moda, compartilha a informação sobre os processos de produção, venda e consumo de moda e valoriza o empoderamento feminino. Tudo a ver com a nossa proposta por aqui!

Na semana passada, recebi a visita da Marcela, uma das idealizadoras do projeto e o nosso papo virou pauta lá no "Moda" como ela chama carinhosamente o projeto. 

"Uma forte tendência cresce e segue no sentido contrário ao de práticas comuns da vida contemporânea, como o consumo exagerado e a busca por ideais há anos moldados pelas indústrias da moda e da beleza. Falamos da valorização da essência e o propósito de existência, que para a nossa alegria, é o novo preto!

Um caminho possível tem levado mulheres a despertarem por meio do autoconhecimento estabelecendo uma verdadeira conexão entre o corpo, a alma e o estilo.E por trás desse conceito está Mariana Iannuzzi, criadora da Estiloterapia ... O ateliê serve como ponto de convergência de práticas que se alinhem com o trabalho da terapeuta, pautado principalmente o universo feminino. "

Bacana né? Quer conferir na íntegra? Só clicar aqui  para ler a matéria completa que fala da minha história e de como surgiu o conceito da estiloterapia. Espero que curta e compartilhe essa idéia por aí! 

Deixa eu te contar uma coisa

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Deixa eu te contar uma coisa

Então, deixa eu te contar uma coisa que talvez você não saiba: eu sempre lidei com a beleza, com as dores e virtudes de ser e de não ser bonita...

Nasci feia, filha de uma mãe linda, não atendi às suas expectativas...

O curioso? É que fui crescendo e ficando cada vez mais bonita. Sem saber expressar aquela beleza que pulsava dentro de mim, passei a me esconder em minhas roupas, minhas atitudes e calei minha voz.

Minha busca por lidar com a minha beleza e toda a maldição que ela me trazia começou bem cedo, mas só fui me dar conta dela há alguns anos, quando comecei a trabalhar com consultoria de imagem e estilo. Mergulhei fundo em mim para depois acompanhar outras mulheres nesta jornada.

Acredite, durante muito tempo (às vezes isso ainda acontece) não acreditei na existência da minha beleza e nem que ela poderia ser uma benção, como muitos dizem e pensam quando me veem.

Meu convite é que você me enxergue, com o coração, que vá além dos olhos e entre neste lugar que nós todas conhecemos, convivemos e lutamos, onde habita a dualidade que a beleza nos trás.

Vamos encará-la de frente, estabelecer uma nova relação com os incômodos que ela nos/te provoca, ressignificar as crenças. Vamos nos libertar de padrões pré-estabelecidos, reconhecer a nossa essência e experimentar novos comportamentos.

Revele a sua beleza natural, aquela que vem de dentro que é real e que só você sabe a força que ela tem, seja para o bem ou seja para o mal.

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Sangue Do Meu Sangue - Menstruação e Poder

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Sangue Do Meu Sangue - Menstruação e Poder

6 de Março • das 20h às 21h30

Vamos conversar e jogar luz sobre os significados divinos do nosso sangue, nas crenças e padrões bloqueadores que existem assombrando esse assunto sagrado e nos conectar com a força mais poderosa do Universo – aquela que é capaz de gerar e nutrir uma vida.

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DANÇA CIRCULAR

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DANÇA CIRCULAR

7 de março • das 15h às 18h

Interromper por algumas horas as atividades do dia a dia: usar roupas leves, olho no olho, mãos dadas, dançar sem ter experiência anterior... Parece impossível, não né? Mas não é!

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Procura-se equilíbrio

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Procura-se equilíbrio

7 de março • das 19h às 21h30

A rotina materna pede fôlego de competidor. Nos perder entre tantos papéis é comum. Calma. Nem tudo está perdido. Talvez a gente esteja procurando no lugar errado.Convidamos vocês, mães, para um bate-papo com as coaches Thais Catalano e Tatiana Pacheco, especialistas no assunto.

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Na Trilha da Harmonia #2

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Na Trilha da Harmonia #2

23 de fevereiro • das 19h às 22h

O Trilha da Harmonia é um grupo terapêutico com encontros quinzenais. No total, serão 10 momentos desenhados para quem quer conhecer e trazer mais do ayurveda, a medicina milenar indiana, para o seu dia a dia.

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Inauguração do Ateliê

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Inauguração do Ateliê

8 de março • das 19h30 às 22h30

Lançamento Ateliê Mariana Iannuzzi, uma noite para se inspirar com a minha história e exercitar suas asas. Venha se despir de seus papéis para se conectar com quem é de verdade.

Descubra seu estilo, reconheça sua essência e revele sua beleza.

Inscreva-se aqui

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Sua Beleza Está Na Cara!

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Sua Beleza Está Na Cara!

9 de março • das 15h às 18h

Beleza Natural – Sentir e Perceber: a Reeducação dos Movimentos Faciais

Quando a gente se valoriza a vida flui de uma forma tão natural e gostosa, não é? Aquela Beleza Natural nos pequenos atos que a gente nem se dá conta e acabam formando as nossas expressões diárias.

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Conexão Com As Plantas

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Conexão Com As Plantas

9 de Março • das 18h30 às 21h30

Com enfoque especial no tratamento do emocional, serão apresentados formas de manejar certas ervas de nosso cotidiano por meio de técnicas simples e intuitivas, além de experimentações corporais, visando formas de auto cuidado cotidiano.

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